segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Patrulhamento Tático: Definição e características

Patrulhamento Tático: Definição e características
*Siderley Lima


A doutrina de Patrulhamento Tático é voltada na distribuição de funções entre operadores de uma equipe, valoriza o treinamento constante, estabelece diretrizes de conduta e de atuação nas mais diversas atividades desenvolvidas, desde as abordagens a pessoas ou veículos, procedimentos em diversos locais (em atendimento de ocorrência ou não), técnicas de observação durante o patrulhamento de alto risco, dentre outras.

Definição de Patrulhamento tático: Equipe de atuação especializada no patrulhamento motorizado, tem por finalidade  realizar um apoio tático as demais viaturas ou equipes a pé ou em bases do policiamento ostensivo setorial/radio-patrulha, escolar,etc. Com maior numero de integrantes sendo 03 ou 04 agentes proporcionando uma força de impacto no apoio, utilizando um efetivo com treinamento especializado, uma doutrina e postura  especifica , realiza um patrulhamento mais ágil e rápido, com equipamentos próprios e em condições de agir preventiva ou mais enérgica nas situações mais graves e/ou nos locais de com um maior numero de ocorrências criminais. Atua ainda em ocorrências de grande complexidade  como roubo a bancos, ocorrências com reféns, escolta de presos, Controle de distúrbios civis, segurança em grandes eventos.

O que faz o trabalho de patrulhamento tático ser mais eficiente e ágil não é a melhor e maior viatura,  a boina, o braçal  e “ cara feia”. A diferença está na postura, doutrina, disciplina,  lealdade e procedimentos empregados durante o atendimento nas ruas. A vontade de trabalhar nas mais diversas ocorrências em especial no combate aproximado com a a criminalidade é o diferencial.

Outra característica são as ações da equipe que são pautadas nos seguintes fatores:agilidade, flexibilidade, dinamismo, rapidez e precisão.

 Técnica: Conjunto dos métodos e conhecimentos práticos essenciais a execução da atividade policial;
     -   Tática: Maneira ou forma de atuação ao empregar o grupo com ordem, rapidez, habilidade, e mútua proteção, em outras palavras é a arte de empregar a tropa no campo de batalha com planejamento tático;
     -  Treinamento: Realizar exercícios ou treinamento continuo buscando  sempre a perfeição e estar preparado para qualquer situação.

A doutrina de patrulhamento tático molda o operador, passa a ser um profissional mais qualificado, sua postura diante das adversidades será sempre a mais adequada, os cuidados com sua segurança pessoal e da equipe são redobrados, há obtenção de melhores resultados já que cada policial sabe o que, onde e quando agir, desta forma o serviço se torna mais eficiente, operacional e com resultados satisfatórios e profissionais motivados.

* GCM Siderley Lima: pós graduando em Gerenciamento de Crises, graduado do curso de Gestão em segurança privada pela Universidade Paulista, consultor de segurança, Supervisor da Seção de Cursos da GCM de Jandira, instrutor e integrante da ROMU, Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, idealizador do blog sobre segurança http://gestorsegurancaempresarial.blogspot.com/; Colunista do site de segurança www.dicaseg.com; Membro da ABSEG- Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, autor dos livros:  “Manual Básico do Instrutor de Armamento  Tiro”, “ Sobrevivência Policial no Confronto Armado e “ Manual de Segurança Preventiva “, Manual de Consultoria em Segurança empresarial” e Patrulhamento Tático”
siderleyandrade@yahoo.com.br

A capacitação e preparo de um homem" Operações Policiais Especiais

A CAPACITAÇÃO DAS UNIDADES POLICIAIS DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

Por Rodrigo Müller*

O recrudescimento da criminalidade exige do poder constituído medidas adequadas e enérgicas para combater de forma ampla as causas e os efeitos que as ações delitivas impõem à sociedade. O empirismo das estratégias e ações policiais têm cedido lugar a atuações melhor planejadas e cientificamente embasadas em aspectos doutrinários.
Quando as Unidades Policiais (UPs) convencionais são insuficientes para atuar em situações de crise de alto risco, entram em ação as chamadas Unidades de Operações Especiais (UOEsps). As UOEsps por sua natureza, são embasadas em uma mística própria, com doutrinas, táticas e técnicas peculiares que as transformam em entidades únicas nos contextos dos diversos organismos policiais aos quais estão vinculadas, muitas vezes adquirindo características próprias que as apartam do meio policial ordinário, criando uma espécie de policial com motivações diversas das de seus pares genéricos.
A Doutrina de Operações Especiais foi idealizada com o objetivo de forjar Operadores mais capacitados no atendimento de ocorrências de alto risco, crises com reféns dentre outras situações de alta complexidade.
A Doutrina de Operações Especiais
A doutrina tem como finalidade precípua orientar, sistematizar e coordenar todas as atividades das Operações Especiais, estabelecendo as bases para a organização, o preparo e o emprego destas Unidades especializadas.
Um princípio doutrinário importante, inerente a toda UOEsp é o que conceituamos como “Ciclo Completo das Operações Especiais”. O ciclo completo das Operações Especiais (FIGURA) são características e etapas pelas quais todas as Unidades de Operações Especiais devem passar. Quando efetivamente implantado, mostra a maturidade do grupo, conseguindo atingir todos os estágios de sua evolução.
A primeira etapa deste ciclo é TREINAR. O grupo em sua formação deve treinar, buscando a formação inicial dos Operacionais. Preferencialmente, deve buscar o auxílio de outra UOEsp para a formação básica de seus integrantes. Historicamente observamos essa tradição, tendo como exemplos a Força Delta dos Estados Unidos da América, que foi formada pelos SAS (Special Air Service) britânico, a SWAT de Los Angeles pelos Fuzileiros Navais (Marines), entre outros.
Após a formação básica dos Operacionais, a UOEsp deve manter o treinamento com o objetivo de definir sua doutrina própria. Neste momento, a Unidade envia seus integrantes para diversas outras UOEsps, visando reunir táticas e técnicas de diversas correntes doutrinárias, obtendo conhecimento, comparando realidades e definindo suas necessidades tendo em vista suas características regionais.
Concomitante a esta etapa, a UOEsp deve estar já OPERANDO, ou seja, pondo em prática todos os ensinamentos obtidos na fase inicial de treinamento. É operando que os integrantes da Unidade poderão efetivamente observar se as técnicas aprendidas funcionam dentro de suas realidades. O conhecimento é testado a todo instante, a fim de fortalecer o que foi compreendido e que deve ser incessantemente checado, visando reforçar a doutrina há pouco estabelecida.

Com sua doutrina própria estabelecida, reforçada pelos treinamentos constantes, já tendo obtido experiência de forma individual pelos integrantes e coletiva pelas Operações realizadas, a Unidade passa a DAR TREINAMENTO. Este último estágio do Ciclo completo das Operações Especiais garante que as experiências obtidas nas outras duas fases poderão ser aproveitadas por outras UOEsps, em um processo de renovação constante, onde aprimoram-se tanto os que recebem quanto os que ministram o treinamento.

O treinamento em Operações Especiais
Em Operações Especiais, o treinamento é dividido em 3 aspectos básicos: O treinamento físico, o treinamento técnico e o treinamento tático.
O treinamento físico é a base para o treinamento de atletas, esportistas e profissionais do esporte. Através do treinamento físico é que se condiciona o corpo para a prática esportiva, para atividades de impacto ou esportes de alta performance, aumentando a força e a massa muscular, diminuindo o percentual de gordura, aumentando a flexibilidade, melhorando as capacidades aeróbica e anaeróbica, enfim, melhorando o condicionamento físico geral.

Assim, entendemos que os objetivos do treinamento físico dos Operadores de Unidades de Operações Especiais são basicamente os seguintes:
a)    Desenvolver, manter ou recuperar a aptidão física do Operador, necessárias para o bom desempenho das missões de Operações Especiais;

b) Contribuir para a saúde do Operador, garantindo o treinamento físico como fonte de diminuição do stress físico e psicológico;

c) Auxiliar no adestramento da Unidade, utilizando o treinamento físico como um instrumento de padronização de movimentos técnicos, deslocamento de grupo e trabalho em equipe.

b)      As técnicas utilizadas em Operações Especiais são as empregadas na utilização de equipamentos, habilidades e procedimentos que também são executados por profissionais convencionais. O que as diferencia basicamente é a performance obtida, eis que os Operadores devem sempre ser os mais qualificados e de melhor desempenho na aplicação das técnicas.

c)       Como exemplo, temos a técnica de tiro, que basicamente é a mesma, na utilização de uma arma de fogo. O mesmo processo técnico de efetuar um disparo com uma pistola é feito pelo convencional e pelo Operador, mas o desempenho não pode ser o mesmo. O Operador, pelas características de sua missão, deve possuir um desempenho acima da média do que se espera do convencional. O Operador pelas características de sua missão, possui muito menos chances de errar um alvo, sem colocar-se em risco imediato, ou a um terceiro.

Assim, entendemos que os objetivos do treinamento técnico dos Operadores de Unidades de Operações Especiais são basicamente os seguintes:

a) Desenvolver, manter ou otimizar a coordenação motora do Operador, auxiliando-o na compreensão dos movimentos necessários para o bom desempenho das técnicas empregadas nas Operações Especiais;

b) Aperfeiçoar ao nível máximo as habilidades individuais dos Operadores em cada modalidade técnica de Operações Especiais, bem como as habilidades coletivas, visando a maestria da Unidade em suas funções;

c) Auxiliar no adestramento da Unidade, utilizando o treinamento técnico como um instrumento de padronização da doutrina da Unidade.

Para as Operações Especiais, táticas são as habilidades e procedimentos extraordinários aos convencionais, aplicados aos equipamentos, estratégias e planejamentos, diferentes dos aplicados em ações e por profissionais convencionais.

Assim, a tática empregada por uma UOEsp para a tomada de uma edificação difere diretamente daquela empregada por uma Unidade convencional, tanto em sua aplicabilidade, como em seus equipamentos, planejamento e procedimentos utilizados.
As opções táticas estão sempre vinculadas as possibilidades técnicas, uma vez que estas dependem das habilidades desenvolvidas pelos Operadores e pela Unidade.

Escolher a tática de inserção helitransportada no terraço de uma estrutura tomada como fortaleza por perpetradores de um evento criminoso sem que o Grupo tenha o conhecimento técnico de como fazê-lo, não transformará este M.O.E. (método de entrada) em algo possível, pela ausência de domínio da técnica de como fazê-lo.
Da mesma forma, o domínio da técnica vertical de rapel é completado com a habilidade tática de inserção em um ambiente vertical (edifício) através de uma janela, adicionando assim ao Grupo de Assalto uma possibilidade de invasão não-convencional, típica das Operações Especiais.
Dessa forma, é importante separar o conceito de tática do de estratégia, para as Operações Especiais.
No treinamento tático, busca-se desenvolver os sistemas mais complexos, tanto ofensiva quanto defensivamente, por intermédio das estratégias. Essa relevância é atribuída à definição de uma doutrina prévia da Unidade, determinando suas ações e procedimentos, que balizarão o direcionamento do treinamento e a forma de executá-lo.
Dessa forma, entendemos que os objetivos do treinamento tático dos Operadores de uma Unidade de Operações Especiais são basicamente os seguintes:

a) Desenvolver, manter ou otimizar o conjunto de táticas disponíveis aos Operadores, auxiliando-os na compreensão das técnicas disponíveis bem como novo emprego tático das mesmas, fundamentais para o bom desempenho nas Operações Especiais;
b) Aperfeiçoar ao nível máximo as habilidades táticas individuais dos Operadores em cada técnica de Operações Especiais empregadas pela Unidade, visando a maestria em suas funções;
c) Auxiliar no adestramento da Unidade, utilizando o treinamento tático como um instrumento de padronização de sua doutrina.

d) Desenvolver novas formas de emprego de táticas especiais para a obtenção do sucesso nas ações empregadas pela Unidade.
O objetivo do treinamento nas UOEsps é também aprimorar a memória muscular dos Operadores.
A memória muscular está relacionada com a memória procedimental, ou seja, é a memória dos atos motores, do saber fazer alguma coisa. É a memória para hábitos ou habilidades e está ligada a aquisições de vivências que fornecem ao indivíduo a capacidade de evocar as experiências passadas, resgatando as informações do comportamento motor para realizar da melhor maneira possível, por uma necessidade imposta ao indivíduo, realizar um evento no tempo presente.

Ela está relacionada ao condicionamento clássico, a repetição de movimentos, sendo ativada por determinados estímulos, fazendo o indivíduo agir mecanicamente.

Dessa forma, o treinamento constante das técnicas e táticas especiais, faz o Operador responder quase que mecânica e instintivamente os procedimentos e movimentos que podem salvar a sua vida ou a de outrem, durante uma situação de crise. Incorporar nos treinamentos técnicos e táticos exercícios que priorizem o desenvolvimento desta memória procedural facilita o aprendizado do Operador e garante que seu tempo de reação será o mínimo possível e sempre dentro das doutrinas técnicas estabelecidas pela Unidade.


Rodrigo Müller, advogado, Especialista em Segurança Pública (RENAESP/UNEMAT), presidente da Müller Consultoria & Treinamento, atua há mais de 15 anos na capacitação de Unidades Policiais de alto nível, grupos de operações especiais

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Palestra: Sobrevivência Policial


Palestra: Sobrevivência Policial
Palestrante: GCM Siderley, autor do livro Sobrevivência Policial no Confronto Armado.

A palestra já foi ministrada nas seguintes corporações :
- Guarda Civil Metropolitana de SP;
- GCM de Barueri;
- GCM de Piracicaba;
- GCM de Valinhos;
- GCM de Jandira;
- GCM de São Manuel;
- GCM de Embu das Artes.
Além de ser ministrada nos seguintes cursos:
- quatro edições do curso de formação de Instrutor de técnicas operacionais (CS3);
- três edições do curso de PATAMO(GCM Jandira );
- três edições do curso de PPME (CESDH)

Totalizando mais de 650 guardas municipais de 30 municípios de vários lugares do país.

Informações
Contato: (11) 94762-4477
siderleyandrade@yahoo.com.br



sábado, 5 de março de 2016

Instrução no Serviço Aerotático da Policia Civil de SP

25/02/16 - Equipe ROMU/Jandira faz visita técnica no Serviço Aerotático da Policia Civil SP.
A visita teve como objetivo prestigiar e conhecer um pouco mais do trabalho desenvolvido pela policia Civil de SP e estreitar o intercambio entre as instituições .
Um equipe de policiais ministraram um pouco sobre a história do SAT, funcionamento operacional da Base, atribuições e o apoio as viaturas no atendimentos de ocorrências. O SAT dá apoio às operações da Polícia Civil, auxiliando as equipes terrestres. O trabalho do SAT são situações são extremas: estados de calamidade, tragédias, resgate no meio da mata, acompanhamento policial, entre outras.




Instrução no COE PM/SP

ROMU da GCM de Jandira participa de instrução no COE/SP
No dia 02/03/2016 uma equipe da ROMU de Jandira realizou uma visita técnica no Comandos e Operações Especiais da PM/SP com o objetivo de fazer um intercâmbio e também conhecer um pouco sobre as operações especiais. Os guardas municipais tiveram uma aula sobre a Doutrina de comandos e operações especiais, missões, equipamentos entre outros assuntos. Conheceram as instalações e também tiveram uma instrução prática na pista de aplicação com obstáculos, a pista tem como objetivo dar a importância no condicionamento físico no cotidiano do homem de operações especiais.













Brasão de ROMU em algumas GCMs.




segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

GCM e a Segurança de autoridades: Quem faz a segurança do prefeito?

*Siderley Lima


Com o aumento da criminalidade, muitas pessoas principalmente celebridades, executivos, empresários, políticos, entre outros, procuram se proteger com os meios que a segurança oferece. Carro blindados, residir em um condomínio fechado, equipes e esquemas de segurança pessoal "VIP" tem sido utilizado cada vez mais. Quando se fala de um esquema de segurança pessoal é um conjunto de ações e sistemas (eletrônicos ou humanos) que integrados ao ambiente, ao operador e ao usuário, diminuem ou dificultam uma ação criminosa. Não se trata de uma arte simples.

Na área publica não é diferente, a segurança  pessoal de uma autoridade tem por objetivo proteger contra riscos intencionais e não intencionais que possam afetar sua vida, integridade física, imagem e seu conforto nas situações de embarque, desembarque, deslocamento, no trabalho, lazer, em eventos e em sua residência, visando proteger o dignitário.

          Para entender mais sobre o assunto, é necessário entender que o conceito de autoridade/dignitário é aquela pessoa que exerce cargo elevado e que tem o poder de mando como pro exemplo um presidente ou um governador.

Aqui no Brasil a segurança das autoridades presidenciais é realizada pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, é um órgão ligado diretamente ao Exercito Brasileiro,  ele é o responsável por toda a segurança, a prover a segurança dos palácios presidenciais e das residências oficiais, o sistema de segurança presidencial, que compreende, para fins de planejamento, coordenação e execução, a segurança pessoal e a segurança de área, tem por objetivo integrar procedimentos que impeçam a realização de atentados, previnam a ocorrência de danos físicos e morais e evitem incidentes para o Presidente ou para o Vice-Presidente da República.
       
       Nos estados a segurança dos governadores são realizadas pela policia militar. Em alguns estados como por exemplo São Paulo existe a Casa Militar que tem como missão a segurança física dos palácios do governo e do gabinete do governador, e possui um corpo de segurança pessoal para o governador e seus familiares.

            Agora em se tratando dos municípios, a lógica indica que as Guardas Municipais deveriam fazer a segurança dos prefeitos, porém isso infelizmente ainda não acontece, sendo que poucos prefeitos utilizam a GCM, em algumas cidades a segurança é feita por policiais militares ou civis,por seguranças particulares e por pessoas que não entendem nada de segurança e foram indicados pelo status de “confiança” do político e pelo fato de ter trabalhado na campanha eleitoral.

                A preocupação da GCM deve ser no sentindo de estar preparada para realizar tal missão, pois segundo a LEI Nº 13.022, DE 8 DE AGOSTO DE 2014.( Estatuto das Guardas Municipais)  no artigo 5º que trata das competências dos  guardas municipais encontra-se o de auxiliar na segurança de grandes eventos e na proteção de autoridades e dignitários.
É necessário entender que não existe 100% de segurança, é para um prefeito por mais popular que ele possa ser, sempre terá desafetos  que terão motivações para cometer uma atentado, visando a desmoralização, causada através de escândalo, normalmente com ampla divulgação pela imprensa; sequestro, com a finalidade de auferir vantagem política e pecuniária; e por fim a morte da autoridade. 

“.........A violência política é uma expressão de rivalidade e de interesses diversos defendidos por candidatos. Interesses que nem sempre são legítimos. Por isso, ela se sobressai mais nas eleições municipais, quando as disputas são mais acirradas”.
(Jornal O Dia 16/05/2015 Reportagem sobre assassinatos de políticos)

PREFEITOS ASSASSINADOS
abril/1983 – Dorvalino Alves Teixeira, prefeito de Jandira (SP) pelo extinto PDS
abril/1989 – Francisco Luis Macedo, prefeito de Padre Marcos (PI)
julho/1990 – José Geraldo Pontes Linhares, prefeito de José de Freitas (PI)
janeiro/1991 – Abeilard Goulart, prefeito de Itaguaí (RJ)
abril/1992 – Joaquim Fonseca Santos, prefeito de Redenção do Gurguéia (PI)
agosto/1992 – Wilson Pio Barbosa, prefeito de São Félix (PI)
abril/1995 – Jorge Júlio da Costa Santos, o Joca, prefeito de Belford Roxo (RJ)
abril/1996 – César Augusto Leal Pinheiro, prefeito de Picos (PI)
dezembro/1996 – Manoel Portela de Carvalho, prefeito de Aroazes (PI)
maio/1997 – Raimundo Nonato Marques, prefeito de Luzilândia (PI)
janeiro/1999 – João Batista Filho, prefeito de Capitão de Campos (PI)
março/1999 – José Miguel Dantas, prefeito de Batalha (AL)
outubro/1999 – Dorcelina Folador, prefeita (PT) de Mundo Novo (MS)
setembro/2001–Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, prefeito de Campinas (SP)
2001 – Aires Domingues, Vice-Prefeito de Mariluz

janeiro/2002 – Celso Daniel, prefeito (PT) de Santo André (SP)
junho/2002- Lídia Menezes, vice-prefeita (PSDB) de Magé (RJ)
2006 – Manoel Custódio Ramos , prefeito de Fenix- Pr

julho/2006- Eduardo dos Santos, prefeito de Roteiro (AL)
maio/2007 – Gilberto Andrade, prefeito de Aureliano Leal (BA)

 2008 – Vendelino Royer , prefeito de Itaipulândia- Pr

julho/2009 – Márcio César Lopes Carvalho, prefeito  de Barbosa Ferraz (PR)
setembro/2010 – Divaldo Willian Rinco, prefeito (PSDB) de Alto Paraíso (GO)
dezembro/2010 -Walderi Braz Paschoalin, prefeito (PDT) de Jandira (SP)
2009 – Mario Cesar Lopes de Carvalho – prefeito de Barbosa Ferraz/Pr
2010 – Adel Tutz, prefeito de Rio Branco do Sul – Pr

08/2015- Daniel Antônio de Sousa (PTB)-  prefeito da cidade de Matrinchã/GO

outubro/2015 - Laércio Betarelli,Prefeito de Elias Fausto, SP

 

Dezembro/2015 - Raul Fonseca Machado (PSD), O prefeito de Rio Claro, RJ.
Janeiro/2016 - João Gomes da Silva (PR)Prefeito de Goianésia do Pará.


Entre as razões para atentados, as principais são : Econômicas/Financeiras,  Mercenárias,  Políticas e pessoais. Para a Guarda Municipal ou prefeitura que nunca utilizaram uma escolta e pretendem implantar a segurança do prefeito, é bom lembrar que a prevenção sempre deve prevalecer, pois é a modalidade mais importante e eficaz no combate ao crime; deve ser executada com precisão e seriedade para diminuir ou colocar fora de risco a integridade física da autoridade. 24h por dia deve haver prevenção, em momento algum pode existir negligenciamento na segurança. Em situações que você achar que não há perigo de ser atacado, redobre as prevenções, assim não será surpreendido. Resumindo a missão da seg. Pessoal é executar medidas capazes de prevenir assaltos, atentados, emboscadas e sequestros, zelar pela integridade física, proporcionar a tranqüilidade necessária e manter a ordem nos locais imediatos onde estejam os executivos e dignitários.

Missão da equipe
  


Finalizando a missão da segurança  pessoal é executar medidas capazes de prevenir assaltos, atentados, emboscadas e sequestros, zelar pela integridade física, proporcionar a tranqüilidade necessária e manter a ordem nos locais imediatos onde estejam os executivos e dignitários.

Fases na implantação da segurança pessoal
¡  1ª Fase: Tomada de consciência;
¡  2ª Fase: Mudança de comportamento;
¡  3ª Fase: Diagnóstico situacional;
¡  4ª Fase: Implantação do esquema de segurança.


        Destaco que um dos problemas aqui no Brasil é referente a subestimar os criminosos, muitas autoridades não possuem nenhum tipo de segurança, muito menos procedimentos de segurança preventiva. Existe um “bloqueio psicológico no qual acham que nunca vai acontecer nada. Muitos só mudam o pensamento após algum fato como roubo/sequestro acontece com algum familiar o mesmo.

      As atividades relacionadas com o trabalho destas pessoas por si só, já são estressantes, por isso, urge a necessidade de implantar a segurança pessoal que irá dar tranqüilidade, calma, sossego e paz. A  missão segurança pessoal é proporcionar tudo isso.

* GCM Siderley Lima: pós graduando em Gerenciamento de Crises, graduado do curso de Gestão em segurança privada pela Universidade Paulista, consultor de segurança, Supervisor da Seção de Cursos da GCM de Jandira, instrutor e integrante da ROMU, Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, idealizador do blog sobre segurança http://gestorsegurancaempresarial.blogspot.com/; Colunista do site de segurança www.dicaseg.com; Membro da ABSEG- Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, autor dos livros:  “Manual Básico do Instrutor de Armamento  Tiro”, “ Sobrevivência Policial no Confronto Armado e “ Manual de Segurança Preventiva “, Manual de Consultoria em Segurança empresarial” e Patrulhamento Tático”
siderleyandrade@yahoo.com.br