terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

GCM publica livros sobre segurança

 

* Siderley Andrade de Lima, GCM de Jandira, ex-subcomandante, atualmente é  Supervisor responsável pela coordenação de cursos e treinamento da GCM.  É consultor de segurança patrimonial, graduado do curso de Gestão em segurança privada pela Universidade Paulista, Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, idealizador do blog sobre segurança http://gestorsegurancaempresarial.blogspot.com/; Colunista do site de segurança www.dicaseg.com; Membro da ABSEG- Associação Brasileira de Profissionais de Segurança

Romu: Moda ou necessidade ?

 * Siderley Lima

Quando se fala a respeito de grupos táticos, praticamente todas as corporações entre elas, Exercito, Marinha, Aeronáutica, Policias Militares e Civis possuem em seus quadros algum tipo de unidade ou equipe capaz de cumprir uma missão em curto prazo de tempo, em condições de operar em qualquer tipo de terreno, independente do horário ou local o importante é a missão ser cumprida.

Na área policial existem os mais diversos tipos de grupos e equipes táticas atuando, isso só reforça a tese de que é necessário possuir homens bem treinados, uma equipe especializada, pronta para os mais diversos serviços. É onde entra o comprometimento e a vontade de realizar um trabalho diferenciado, porém com uma qualidade e preparo maior, no qual as chances de êxito são maiores. 

Criar um grupo especializado para atuar em ocorrências criminais de grande vulto e em situações criticas e especiais é muito mais que selecionar alguns homens por porte físico, dar-lhes paramento e uma viatura diferenciados e designar um brasão com nome e a figura. Para criar um grupo tático é necessário haver, no mínimo, uma expectativa de demanda e, para isso, não importa o tamanho da cidade, mas sua realidade no aspecto dos indicadores de violência. É necessário que o contexto social e a mentalidade dos profissionais da GCM entendam e admitam a existência de um grupo capaz de operar em qualquer momento e colocar em prática os pilares de um grupo tático que é: treinar, dar treinamento e operar.

“O que acontece em algumas corporações de GCMs é que a equipe é composta da seguinte forma : ‘peixes do comando”, motorista do inspetor, pela aparência (de preferência os mais fortes e sem cérebro), o gcm rato que quer levantar um dinheiro em toda ocorrência, o guarda mais violento e desequilibrado, e aquele que convenceu o comando a criar a ROMU, entre outros personagens. 

Muitas vezes deixam o treinamento de lado e estão mais preocupados simplesmente com a aparência e as letras do braçal brilhando. Em algumas cidades virou apenas uma moda, muitos comandantes ou secretários separam uma determinada viatura, colocam uma boina nos integrantes e um braçal e apresentam o grupo a corporação e a cidade.

Para criar uma equipe de ROMU é necessário suportar um investimento em equipamentos e armamento diferenciados, pois é isso, aliado ao treinamento, que constitui a única diferença entre um guarda comum e um gcm pertencente a ROMU. 

Um grupo tático além dos trabalhos na rua, deve ter um treinamento constante, além das técnicas de policiamento, a equipe deve ser capaz de realizar outras atribuições como por exemplo a segurança de autoridades, controle de distúrbios civis, estar preparara para conter um crise, estar preparado para ministrar uma aula de abordagem aos demais GCMs.

Muitos acabam esquecendo que fazer parte de um grupo de elite seja qual for a corporação é tarefa para poucos, a rotina das missões e os treinamentos acabam levando ao desânimo , os treinos cansativos, se preparar para algo que você não sabe quando nem como irá acontecer leva a uma exaustão mental. Os integrantes dos grupos táticos travam uma guerra que muitas vezes está longe dos campos de batalha, um operador tático antes de entrar em ação é forjado com muito treinamento, algo que muitas das vezes leva muitos a desistirem da ideia. O preparo físico e mental Mas é assim que tem que ser !, um operador tático tem que estar preparado para as mais adversas situações.


Integrantes das ROMUs espalhadas pela GCM devem ter em mente que pelo conhecimento e treinamento deveriam ser multiplicadores, integrante que está mais preocupado em levar “vantagem” deve ser deixado de lado. A missão da equipe é apoiar as demais viaturas.

Seja em uma corporação com 600 homens ou com apenas 50, o importante é ter uma equipe especializada, preparada para qualquer situação homens que se dedicam dia após dia a treinamentos exaustivos, no qual se preparam para as mais diversas situações. A ação das ROMUs em muitas ocasiões deve ser rápida, inesperada, precisa, moderada e com altíssimo grau de sucesso em suas missões, reduzindo assim, o risco de expor vidas humanas e apoiar os demais colegas. 

A importância de implantar a ROMU é justamente um apoio mais rápido no serviço operacional, a PM por exemplo, dependendo da ocorrência se o policial pedir apoio além das viaturas de área, ainda conta com as viaturas de força tática e apoio do helicóptero ‘Águia”. Agora e se uma viatura GCM de pequeno porte precisar de um apoio imediato, com uma pronta resposta, quem irá auxiliar ?

Para finalizar o objetivo principal de uma equipe tática é o apoio as demais viaturas durante o serviço e em ocorrências no qual exige o emprego da equipe treinada, com maior força de impacto, utilizando um efetivo com treinamento especializado em policiamento tático, entre as missões estão : Cumprimento de mandados de prisão; Captura de delinquentes fortemente armados; Resgate de pessoas mantidas reféns; Gerenciamento de crises envolvendo ocorrências com reféns; Atuação nas rebeliões, revistas e fugas de presos na delegacia; Realização de bloqueios em conjunto com a PM ou Policia Civil; Escolta de presos ( Fórum, hospital, IML, CDPs, etc); Escolta e segurança de autoridades no município ( Poder Judiciário, Executivo e Legislativo); Policiamento em grandes eventos entre outras missões.
  
* Siderley Andrade de Lima, ex-subcomandante, integrante do Grupo Tático  GCM de Jandira,  Supervisor responsável pela coordenação de cursos e treinamentos, , É consultor de segurança patrimonial, graduado do curso de Gestão em segurança privada pela Universidade Paulista, Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, idealizador do blog sobre segurança http://gestorsegurancaempresarial.blogspot.com/; Colunista do site de segurança www.dicaseg.com; Membro da ABSEG- Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, autor dos livros:  “Manual Básico do Instrutor de Armamento  Tiro”, “ Sobrevivência Policial no Confronto Armado e “ Manual de Segurança Preventiva “.
siderleyandrade@yahoo.com.br

Segurança pública e corrupção

*Siderley Lima

As políticas de Segurança Pública nos estados não conseguem mais conter os avanços da criminalidade, a violência se espalha e, no dia-a-dia, a estrutura de segurança pública tem sido incapaz de conter o avanço da criminalidade. Em todas as classes sociais as pessoas são vítimas diárias da bandidagem. O trabalho da polícia tem sido cada vez mais difícil para inibir os criminosos, a sensação de “enxugar gelo ” aumenta entre os agentes que aplicam as leis, com isso aumenta o número de profissionais corruptos e desmotivados. Entra governo sai governo e é sempre a mesma história, época de eleições e vários candidatos com propostas para a segurança pública. Enquanto isso a criminalidade cresce, mas então de quem é a culpa? Não queremos achar o culpado, e sim quem possa mostrar as soluções, mas quem irá apresentar a solução?

Como base no texto a seguir, apresento alguns dos problemas relacionados com a segurança pública, o texto foi publicado há onze anos, o interessante é que parece tal atual, tirem suas conclusões."

O congresso diz que os Governadores precisam exercer sua autoridade para fazer as polícias Militar e Civil trabalharem em parceria. Governadores dizem que a criminalidade cairá se os grandes bandidos forem isolados em prisões mantidas pelo governo Federal. O governo federal diz que não pode administrar prisões porque o congresso não aprova lei nesse sentido. O congresso Nacional diz que o governo Federal não mobiliza sua bancada para tratar do assunto. O governo federal afirma que a responsabilidade maior é dos Governadores, pois são eles que têm a policia. Os governadores dizem que a policia deles prende, mas a Justiça solta. A Justiça alega que cumpre a lei . O Congresso diz que as leis não atrapalham tanto, o que faz a Justiça lenta é a má administração e a improdutividade. A Justiça diz que não é lenta, o que falta é contratar mais juízes. O governo Federal diz que a Justiça tem funcionários demais e alega que boa parte do seu tempo é gasta refazendo o trabalho da policia. " Revista Veja, em 30 de janeiro de 2002.




Dentro da segurança pública, temos uma atividade que se destaca algumas vezes positivamente pela sua atuação e na maioria das vezes todos os problemas relacionados com os índices de crimes são apontados como de sua responsabilidade. A atividade policial seja ela exercida pelas policias civis, militares e pelas GCMs é vista na maioria das vezes como um mal necessário, é criticada por muitos e reconhecida por poucos, o erro é duramente criticado, os acertos muitas vezes não são lembrados. Anda lado a lado com o êxito e o fracasso.

No combate a violência, depositam todos os problemas na atividade policial, rara as vezes que houve uma intervenção de suas origens, capaz de desenvolver um trabalho visando o desenvolvimento de uma cidade que melhore condições de segurança para a população. Em uma sociedade adoecida, devido ao crescimento da violência, no qual os problemas da criminalidade reúne diversos fatores sendo eles: psicológicos, sociais, econômicos, políticos e culturais, a atividade policial é como um remédio, um remédio forte que muita das vezes se não for aplicado de forma correta pode causar efeitos colaterais, o trabalho policial não faz parte do problema na segurança pública e sim parte da solução.

Infelizmente uma das características que serve de ingrediente nas estruturas criminosas é a corrupção, seja ela através do judiciário ( venda de sentenças), corrupção de policias, patrocínios de campanhas políticas, envolvimento de políticos com esquemas de desvio de verbas. O crime organizado possui conexões e ligações social, econômica e política, desta forma realizam a lavagem de dinheiro tornando suas praticas mais difíceis de combatê-las.

No combate a criminalidade, dentro das políticas de redução o trabalho de policiamento é considerado linha de frente, é semelhante a infantaria no campo de batalha, atividade policial seja ela exercida pelas policias civis, militares e pelas GCMs é vista na maioria das vezes como um mal necessário, é criticada por muitos e reconhecida por poucos, o erro é duramente criticado, os acertos muitas vezes não são lembrados. Dentro de todo o cenário uma verdade é certa, trabalho policial anda lado a lado com o êxito e o fracasso, existindo duas certeza : ou se aplica a lei ou se corrompe.
 
* Siderley Andrade de Lima, GCM de Jandira, exerceu a função de Supervisor responsável pela coordenação de cursos e treinamentos, ex-subcomandante. É consultor de segurança patrimonial, graduado do curso de Gestão em segurança privada pela Universidade Paulista, Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, idealizador do blog sobre segurança http://gestorsegurancaempresarial.blogspot.com/; Colunista do site de segurança www.dicaseg.com; Membro da ABSEG- Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, autor do livro Manual Básico do Instrutor de Armamento e Tiro.

Segurança Pública e as GCMs


 
Para se construir uma cidade que atenda sua população é necessário uma política séria, que respeite o cidadão, feita para minimizar as dificuldades e criar plenas condições para atender seus moradores. Sabemos que a violência tem como causa diferentes fatores: psicológicos, sociais, econômicos, políticos e culturais e que o debate da segurança deve estar relacionado com a dinâmica da sociedade. Num país como a nosso, a questão da segurança sempre esteve associada ao combate à violência. No entanto, jamais houve uma intervenção eficaz na busca de suas origens. 
 Num momento em que o país se encontra num período turbulento devido a crescimento da violência em suas diferentes formas, urge a implementação de ações afirmativas que demonstrem à sociedade brasileira um posicionamento real dos investimentos na construção da paz. 
A estratégia para o desenvolvimento na segurança urbana deve se orientar pôr um bom planejamento, com visão de longo prazo, ouvindo a todos, desde o industrial, o profissional liberal, o autônomo, o comerciante, as autoridades, o empresário, o trabalhador, o ambulante, o idoso, a dona de casa, etc..., enfim a todos que numa forma ou de outra colaboram com o crescimento da cidade. O intuito é desenvolver um trabalho que atenda a vontade da população visando o desenvolvimento de uma cidade que de melhores condições de segurança para os moradores.
           O planejamento deve estar sempre à frente nas nossas decisões, pois pôr mais que faça sempre há mais a fazer. As cidades de cada estado crescem a cada dia de maneira surpreendente, os desafios são diários, temos que realizar novas ações constantemente, pois quando se fala de segurança pública o trabalho não pára nunca, nos municípios é uma tarefa que só pode ser feita pôr uma corporação capacitada e que saiba onde está o problema.
            Assim como a municipalização da educação,saúde e também o controle e fiscalização de trânsito , muitos municípios estão municipalizando também a segurança pública. Muitas cidades  estão criando verdadeiras estruturas de políticas voltadas a área da segurança pública, vejamos:
- Criação de secretaria de segurança pública municipal; Plano municipal de segurança urbana; Criação / e também aumento do efetivo das GCMs; corregedorias e ouvidorias da GCM; Plano de cargos, carreira e salários; Convênios com a Policia Federal; Convênios com o Ministério da Justiça.( verbas, cursos, bolsa formação, etc)
            Das políticas públicas no que refere-se a segurança pública, O governo Federal através do Ministério da Justiça e do Pronasci ( Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania ) tem investido maciçamente nas Guardas Civis.  O Programa articula políticas de segurança com ações sociais, priorizando a prevenção sem abrir mão das estratégias de ordenamento social e segurança pública. Os recursos serão usados no desenvolvimento de projetos que visam a prevenção e controle da violência, bem como potencializar esforços e compartilhamento de informações, buscando reduzir  os índices de violência e criminalidade.      Dentro deste contexto, as Guardas Civis Municipais tem um papel muito importante no que diz respeito a segurança urbana, pois é neste contexto que podem contribuir significamente para atender esta demanda da população dos municípios. Pelas características contidas em gênese, as guardas municipais são corporações que estão familiarizadas com a vida cotidiana do munícipe, atuando nas escolas, nos parques, no trânsito das cidades, nas praças, nas vias públicas e principalmente no policiamento preventivo.
            A função primordial das GCMs é promover segurança preventiva e comunitária  atuando de forma integrada com outros órgãos municipais que desenvolvem políticas sociais e urbanas preventivas da violência e da criminalidade. O planejamento deve estar sempre voltado a ações preventivas que é aquela que se centraliza como uma postura que antevê a possibilidade de ocorrência de fatos e acontecimentos capazes de gerarem conflitos, delitos, confrontos dentre outros.
             A Guardas Municipais são importantes para os municípios onde tem como principal função aproximar-se mais da população priorizando o policiamento preventivo e comunitário, onde juntas tem muito a somar no combate a violência urbana. Este contato nos traz o indicativo de que a construção da paz ainda é possível. Para que a paz se concretize temos muito a fazer, para tanto precisamos somar forças.

Siderley Andrade de Lima, Supervisor da GCM de Jandira, consultor de segurança patrimonial

Criminologia

Estudo do criminoso e da vítima
                            


             Há mais de 2.500anos  o General chinês Sun- Tzu, estrategista de guerra escreveu o seguinte “ Se conheceres o teu inimigo e a ti próprio, não precisará temer o resultado de cem batalhas; se conhecer a ti próprio, mas não conhecer o inimigo, para cada vitória conseguida também há de sofrer uma derrota. Se não conheceres teu inimigo, nem a ti próprio, sucumbirá em todas as batalhas”. Sun-Tzu Arte da Guerra.

             Com a  máxima do velho general  estrategista faço algumas perguntas meu caro leitor : Você sabe quais os tipos de criminosos ? o perfil ? como agem ? qual é o comportamento do bandido ? será que você tem sido uma vítima participante ?

             Para respondermos as perguntas iremos começar a falar sobre o estudo do crime . A criminologia é o estudo do criminoso, do delito, da criminalidade e também o comportamento da vítima, criminologia também pode ser definida como a ciência que estuda os elementos de um crime.

             Aplicando os ensinamentos do livro a arte da guerra na atualidade, em especial  no que refere-se a criminalidade, podemos conhecer melhor  nossos inimigos ( criminosos) e conhecer nossas fraquezas ( vulnerabilidades).

            Sabemos que a violência tem como causa diferentes fatores; psicológicos, sociais, econômicos, políticos e culturais e os principais fatores da delinqüência entre os jovens são as drogas, a desestruturação familiar e o consumismo. Começando a conhecer um pouco do nosso  inimigo, ou seja o ladrão, que tem assustando e feito muitas vítimas, aumentando ano a ano a criminalidade,  estudaremos agora o perfil do criminoso.

            A maioria tem como o perfil;  jovem,  solteiro, desempregado, branco, sexo masculino, residente na periferia, deixou de freqüentar a escola possuindo apenas o ensino fundamental. Mais de 50% deles são reincidentes, ou seja, já foram presos e retornaram a vida do crime. Estudos sobre a criminalidade apontam para dois tipos de criminosos; o eventual e o profissional.

            Criminoso eventual:

- é mais impulsivo;

- tem entre 14 e 18 anos e costuma estar drogado;

- não tem planejada a ação;

- tem menos experiência;

- nervoso, treme,  grita, xinga e ofende a vítima;

- não sabe bem o que quer;

- perverso, tem medo da vítima e do inesperado.


            Criminoso profissional:

- sempre planeja sua iniciativa;

- tem mais de 18 anos;

- tem uma noção mais exata do que quer;

- está preparado para a hipótese do assalto se prolongar;

- demonstra autocontrole;

- é menos agressivo, mas pode tornar-se cruel se algo der errado.

           

            Os criminosos na totalidade dos casos não tem coragem de enfrentar a vítima sozinho, por isso utilizam duas ou mais pessoas, que fazem o papel de segurança, cobertura e também responsável pela fuga ( pilotando moto ou motorista de carro).

            O comportamento típico de um bandido é da seguinte forma; não quer ser exposto, sempre faz uma seleção da vítima  escolhendo na maioria das vezes a distraída , desatenta, frágil e despreparada, com base no que ele deseja e procura.

            A preparação para um assalto pode levar meses, dias, ou apenas alguns segundos. Após o alvo ser escolhido o criminoso avalia toda a situação antes da abordagem, como por exemplo a facilidade de ganho, local de fácil fuga e se há policiamento próximo, dando preferência aos locais ermos.

             Aquele ladrão de chinelo e bermuda já não existe, sendo assim não tem uma descrição exata. Hoje muitas pessoas relatam terem sido abordadas em semáforos por homens elegantes de terno e gravata, sem falar nos mais  diversos disfarces utilizados pelos marginais, como por exemplo no seqüestro do publicitário Washigton Olivetto no qual os criminosos estavam com coletes da Policia Federal, ou o recente assalto no pedágio no rodovia Washigton Luis-RJ  no qual os bandidos usaram uniformes e viatura “dublê”com o logotipo da PF. Não podemos esquecer os disfarces de entregadores de pizzas, carteiros, corretores, etc, utilizados nos assaltos em condomínios.

            Os criminosos eventuais na maioria das vezes praticam seus crimes por não ter um modelo familiar bem estruturado, por falta de afeto, auto-estima e valores como respeito, dignidade e honestidade. Um  exemplo é um jovem ladrão que rouba querendo sustentar seu vicio nas drogas ou um desempregado lutando contra a fome furta um alimento. Possivelmente se forem presos em seu primeiro delito, evitam realizar novos crimes.

            Os criminosos  profissionais são  ambiciosos, materialistas, vaidosos, tem orgulho do que faz, diz que está lutando contra o sistema e cometem os crimes para sobreviver. Mas na realidade satisfazem suas vontades, como mulheres, aquisição de imóveis e carros,  e com o dinheiro investem ou financiam em outras modalidades de crimes com trafico de drogas, não há quem tire o desejo do “ganha fácil” de sua mente. Satisfazendo seu lado consumista se veste com roupas de grifes da moda, na maioria das vezes no local que mora  obtém admiração das mulheres o tal “ amor bandido”, e viram herói das crianças, acabam criando um status e tornando-se referência para quem quer ingressar na bandidagem.



 Vítima participante

                          

            Com base  ainda nos ensinamentos do General chinês Sun Tzu, temos que conhecer nossas fraquezas (vulnerabilidades), sendo assim ficam as perguntas: Será que tenho facilitado  a ação dos marginais ? O que tenho feito para reduzir as chances de ser uma vítima? Tenho tomado procedimentos preventivos? Será  que sou uma vítima participante?

Dentro do estudo sobre criminologia, encontramos uma parte que é a vitimologia, ou seja,   aquela pessoa que sofre danos a sua vida e patrimônio,  diante a ação de um delinqüente. A vitimologia é o estudo da vítima e também explora a relação entre o criminoso e a vítima. Não vou  aprofundar muito nos tipos de vítima, que são as mais variadas, irei tratar de uma em especial a “ vítima participante.”

No livro “ Curso de Criminologia do Profº José Flavio”, vítima participante é definida da seguinte maneira; são aquelas pessoas que desempenham determinado papel na origem do delito. “Voluntariamente ou não, oferecem um grande leque de possibilidades para a prática de um crime”, esquecendo os cuidados mais elementares facilitando a realização do fato criminoso. As facilidades oferecidas pelas vítimas são muitas como, por exemplo; Uma pessoa desatenta com a bolsa aberta, um talão de cheques, uma carteira ou um objeto de valor sobre um balcão de um estabelecimento comercial, um veiculo com objetos de valor em seu interior, um motorista distraído no trânsito, uma pessoa utilizando um caixa eletrônico a noite em local com pouca movimentação. Enfim as situações são muitas, essas oportunidades aliadas a fragilidade e  desatenção  são fatores  que definem o perfil da vítimas , tornando-se  alvo preferido dos criminosos.

Para reduzir as chances de se tornar uma vítima participante, devemos criar um bloqueamento de oportunidades conforme o sociólogo e doutor em Ciências Políticas Túlio Kahn, que recomenda dificultar o acesso dos criminosos aos alvos por eles escolhidos.

Após conhecer o perfil dos criminosos e conhecer nossas fragilidades, estamos preparados para reduzir as possibilidades de ser uma vítima.

Lembre-se: “Na atualidade a prevenção é a palavra-chave e continua sendo a melhor solução no evento criminal, a adoção do comportamento preventivo é a nossa melhor estratégia para dificultar e inibir a ação criminosa.”

       

* Siderley Andrade de Lima, GCM de Jandira, exerceu a função de Supervisor responsável pela coordenação de cursos e treinamentos, ex-subcomandante. É consultor de segurança patrimonial, graduado do curso de Gestão em segurança privada pela Universidade Paulista, Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, participou do 12º SWAT/CATI, colunista do Jornal Viva Cidade,  idealizador do blog sobre segurança http://gestorsegurancaempresarial.blogspot.com/; Colunista do site de segurança www.dicaseg.com; Membro da ABSEG- Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, autor dos livros Manual Básico do Instrutor de Armamento e Tiro e Sobrevivência Policial no Confronto Armado.

Sobrevivência policial no confronto armado

Sobrevivência policial no confronto armado: você está preparado?

             As organizações criminosas no Brasil cada dia se tornam mais presentes no nosso dia a dia, não podemos fechar os olhos, o problema é real, as quadrilhas estão cada vez mais especializadas. O crime tem sido uma doença que acompanha o crescimento nas cidades e se relaciona diretamente com a situação econômica de cada cidadão. Atualmente, os crimes contra a vida e patrimônio tem crescido assustadoramente, outro alvo principal da criminalidade são os vários assassinatos de profissionais de segurança.

 
Já era de suma importância todo o profissional de segurança pública estar atento e preparado no seu cotidiano. Porém nos cursos de formação e de aperfeiçoamento nunca comentaram como o profissional deve se portar no horário de folga.
 
        Agora nos dias atuais surge uma nova ameaça, o ponto fraco na vida destes profissionais. No horário de folga muitas das vezes acabamos relaxando a nossa segurança.


Outro fator importante e decisivo é que temos o habito de só treinar com o uniforme, treinar em situações rotineiras referente ao serviço, agora quantos já treinaram com sua arma particular? Já treinou com seu coldre a paisana? São inúmeras situações que dificultam a vida do GCM, policial civil ou militar  e agentes penitenciários.



Segundo o APF e instrutor de armamento e tiro Humberto Wendling (2011) “



O preparo mental consiste em visualizar e ensaiar mentalmente suas ações de modo a planejar reações em função das ações dos criminosos. Se você está armado e vivencia uma situação de risco, há três coisas que não podem falhar: você, a arma e a munição. Se você falhar, sua arma poderá ser usada contra você e sua família. Se a arma ou a munição falhar, você estará em apuros já que talvez não tenha tempo ou frieza para sanar o problema, principalmente num conflito de vida ou morte”

 

           Temos que redobrar a atenção, se patrulhar durante o serviço com o companheiro de viatura já é difícil, imagine estar atento 24 horas do dia, na maioria dos casos duas situações chamam a atenção a primeira e que o profissional foi surpreendido na chegada ou saída de casa e a outra situação é durante o horário do bico. São duas situações que a reação deve estar condicionada. A ideia e desconfiar de tudo,  aprendi em uma aula de técnicas operacionais que o profissional tem que “ver pelo em ovo de galinha”.


O Cel Nilson Giraldi afirma que : 
“ não basta o policial saber o que tem que fazer; tem que estar condicionado a fazer” “Quanto mais bem preparado o policial estiver para usar sua arma, menos necessidade sentirá em fazê-lo; mal preparado verá nela a solução para todos os problemas” .........Não basta saber atirar; é preciso saber quando atirar e saber executar procedimentos, isto porque, na quase totalidade das vezes, procedimentos, e não tiros, é que preservam vidas e solucionam problemas”.

 

Sabemos que a segurança que a instituição oferece é limitada, o apoio você terá somente durante o horário de serviço, agora depois do serviço só depende exclusivamente de você. É difícil ficar 24 horas do dia atento, porém o mais importante é adotar procedimentos que irão reduzir as chances de ser surpreendido.



Procure estar informado sobre novas técnicas policias e treine com frequência. Permaneça atualizado, o melhor possível, nas técnicas policiais e treine regularmente. Em muitas corporações existem inúmeros cursos de táticas defensivas, de sobrevivência, armamento e tiro. Agora se a instituição ou corporação não se preocupa, você deve se preocupar, estamos falando de sobreviver, é a sua vida que está em risco.! Não tem dinheiro para custear um curso, compre livros, pesquise por conta própria, converse com outros colegas de trabalho, filtre as experiências do companheiro “antigão”. Procure ter contatos com instrutores de outras corporações, faça um intercambio, quanto mais você aprende, estará se aperfeiçoando e irá exercer melhor  a sua atividade.
   Pare agora por alguns minutos e pergunte a si mesmo: O que estou fazendo para melhor minha segurança? Como anda meus procedimentos durante o serviço? meu equipamento está em condições ? Estou meio enferrujado? A última vez que treinei foi no curso de formação? Avalie as situações de risco ocorridas no passado que você participou ou aquela ocorrência que alguém comentou ou passou na TV.



Faça um estudo de caso, tudo isso é uma ferramenta de aprendizado e conhecimento que irá ajudar muito no seu cotidiano.
Tenha em mente que durante seu serviço a qualquer momento você poderá entrar em um confronto armado, e a possibilidade de atingir e matar alguém é grande, você está preparado ? Acredite nesta possibilidade e se isso acontecer não hesite um segundo, faça o  que aprendeu! É difícil, porém mantenha-se no estado de alerta. Aprenda com os erros de outros policiais e ocorrências noticiadas no jornais, infelizmente” na segurança nos aprendemos com os erros dos outros ou irão aprender com o nosso.”

 
Com base no novo cenário, segue algumas dicas para estar colocando em prática:
 
DURANTE O SERVIÇO

      Procure treinar o mais próximo da realidade possível e em condições de estresse;

      Sob pressão, você instintivamente agirá de acordo com aquilo que treinou.

      Treino exige tempo e dedicação e por mais simples que sejam as técnicas e procedimentos de sobrevivência, elas exigem treinamento.

      Mantendo um bom condicionamento físico, planejando e treinando adequadamente você evitará erros cometidos por outros que já morreram e aumentará em muito sua chance de sobreviver num confronto armado;

      Ao iniciar o serviço, procure fazer um breve treinamento de sacar e coldrear sua arma;

       Verifique sua munição;

       Faça um check-list do equipamento;

      Durante o deslocamento no atendimento de uma ocorrência, o profissional deve imaginar o pior cenário, desconfie de tudo.

 

DURANTE A FOLGA/PAISANA


- Ao chegar em casa, verifique se não existe pessoas em atitudes suspeitas;
- Antes de entrar de uma volta no quarteirão;
- Ao sair do trabalho verifique se não está sendo seguido;
- Procure orientar sua família quanto aos comentários sobre o seu trabalho e o que você faz;
- Quanto menor for o número de vizinhos sabendo o que você faz melhor;
- Procure não sair fardado ou chegar de viatura na sua residência;
- Seja discreto quanto ao seu trabalho;
- Ao guardar o carro na garagem, manobre o mesmo de ré, no período noturno ligue os faróis altos;
- Antes de sair de casa, observe a rua veja se não existem pessoas e veículos suspeitos;
 Treine regularmente em um clube de tiro ou estande;
- Conheça bem sua arma, os tipos de panes, os tipos de munições que está utilizando;
- Realize um treinamento com o seu coldre;
- Realize um treinamento constante “em seco”;
- Realize um treinamento com roupa a paisana;
- Durante o seu horário de folga, mude sua rotina, não fique em bares próximos a sua residência;
- Mude a rotina, não frequente o mesmo lugar sempre;
- Caso a corporação forneça, utilize sue colete também no “bico”.


* Siderley Andrade de Lima, GCM de Jandira, exerceu a função de Supervisor responsável pela coordenação de cursos e treinamentos, ex-subcomandante. É consultor de segurança patrimonial, graduado do curso de Gestão em segurança privada pela Universidade Paulista, Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, idealizador do blog sobre segurança http://gestorsegurancaempresarial.blogspot.com/; Colunista do site de segurança www.dicaseg.com; Membro da ABSEG- Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, autor dos livros:  “Manual Básico do Instrutor de Armamento  Tiro”, “ Sobrevivência Policial no Confronto Armado e “ Manual de Segurança Preventiva “.
siderleyandrade@yahoo.com.br

As GCMs dentro de um novo contexto na segurança pública


         

Num momento em que o país se encontra num período turbulento devido a crescimento da violência em suas diferentes formas, urge a implementação de ações afirmativas que demonstrem à sociedade brasileira um posicionamento real dos investimentos na construção da paz.
A estratégia para o desenvolvimento na segurança urbana deve se orientar pôr um bom planejamento, com visão de longo prazo, ouvindo a todos, desde o industrial, o profissional liberal, o autônomo, o comerciante, as autoridades, o empresário, o trabalhador, o ambulante, o idoso, a dona de casa, etc..., enfim a todos que numa forma ou de outra colaboram com o crescimento da cidade. O intuito é desenvolver um trabalho que atenda a vontade da população visando o desenvolvimento de uma cidade que de melhores condições de segurança para os moradores.
O planejamento deve estar sempre à frente nas nossas decisões, pois pôr mais que faça sempre há mais a fazer. As cidades de cada estado crescem a cada dia de maneira surpreendente, os desafios são diários, temos que realizar novas ações constantemente, pois quando se fala de segurança pública o trabalho não pára nunca, nos municípios é uma tarefa que só pode ser feita pôr uma corporação capacitada e que saiba onde está o problema.

Assim como a municipalização da educação,saúde e também o controle e fiscalização de trânsito , muitos municípios estão municipalizando também a segurança pública. Muitas cidades estão criando verdadeiras estruturas de políticas voltadas a área da segurança pública, vejamos:

- Criação de secretaria de segurança pública municipal; Plano municipal de segurança urbana; Criação / e também aumento do efetivo das GCMs; corregedorias e ouvidorias da GCM; Plano de cargos, carreira e salários; Convênios com a Policia Federal; Convênios com o Ministério da Justiça.( verbas, cursos, bolsa formação, etc)


Das políticas públicas no que refere-se a segurança pública, O governo Federal através do Ministério da Justiça e do Pronasci ( Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania ) tem investido maciçamente nas Guardas Civis. O Programa articula políticas de segurança com ações sociais, priorizando a prevenção sem abrir mão das estratégias de ordenamento social e segurança pública. Os recursos serão usados no desenvolvimento de projetos que visam a prevenção e controle da violência, bem como potencializar esforços e compartilhamento de informações, buscando reduzir os índices de violência e criminalidade. Dentro deste contexto, as Guardas Civis Municipais tem um papel muito importante no que diz respeito a segurança urbana, pois é neste contexto que podem contribuir significamente para atender esta demanda da população dos municípios. Pelas características contidas em gênese, as guardas municipais são corporações que estão familiarizadas com a vida cotidiana do munícipe, atuando nas escolas, nos parques, no trânsito das cidades, nas praças, nas vias públicas e principalmente no policiamento preventivo.
A função primordial das GCMs é promover segurança preventiva e comunitária atuando de forma integrada com outros órgãos municipais que desenvolvem políticas sociais e urbanas preventivas da violência e da criminalidade. O planejamento deve estar sempre voltado a ações preventivas que é aquela que se centraliza como uma postura que antevê a possibilidade de ocorrência de fatos e acontecimentos capazes de gerarem conflitos, delitos, confrontos dentre outros.
A Guardas Municipais são importantes para os municípios onde tem como principal função aproximar-se mais da população priorizando o policiamento preventivo e comunitário, onde juntas tem muito a somar no combate a violência urbana. Este contato nos traz o indicativo de que a construção da paz ainda é possível. Para que a paz se concretize temos muito a fazer, para tanto precisamos somar forças.

Siderley Lima, ex-subcomandante da GCM de Jandira, consultor de segurança, colaborador do CONSEG Alphaville, membro da ABSEG ( Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança).


siderleyandrade@yahoo.com.br

A importância dos brevês, distintivos, brasões e simbologia

Um dos assuntos que faz parte de muitas instituições refere-se a utilização de distintivos e brevês. Antes de dar continuidade sobre o assunto precisamos entender o que é a simbologia, que é a ciência que estuda a origem, a interpretação e a arte de criar símbolos. Todas as sociedades humanas possuem símbolos que expressam mitos, crenças, fatos, situações ou ideias, sendo umas das formas de representação da realidade.
A  simbologia é aplicada  para identificar  os diferentes elementos de algum âmbito. Neste sentido, pode-se falar, por exemplo, da simbologia de um país diz respeito a todos os símbolos que permitem refletir a identidade nacional. O hino nacional, a bandeira e o escudo são exemplos de símbolos que fazem parte da simbologia de um país.
Nas Forças Armadas e Policiais também utilizam símbolos, escudos, brasões, distintivos e brevês que marcam a existência dessas Unidades e congregam seus integrantes a seguir a filosofia de trabalho representada nos símbolos, orações e canções utilizadas. Desta forma é mantido um respeito e também conserva a parte histórica de unidade ou instituição. Sem contar o regulamento de uniformes RUE, que regulamenta a utilização correta na farda.


RUE -Regulamento de Uniformes do Exercito.
 
Os distintivos de cursos são símbolos representativos de ciclos de estudos, treinamentos e cursos efetuados pelo operador de segurança pública em qualquer época, em estabelecimentos de ensino, instituições militares, centros de formação ou em empresas especializadas no treinamento policial, as características e forma de cada distintivo demostra o grau de profissionalização de quem os ostenta.


Alguns especialitas em simbologia garantem que os distintivos e brevês tem uma importância fascinante e alimentam a motivação dentro da tropa. Tanto que em algumas corporações existem regras sobre a utilização e também o regulamento visa dar a importancia devida a cada simbolo. Em algumas unidades existe um espaço na parede reservado para exibir os cursos que os integrantes participaram em outras instituições, tal fato demostra o grau de importância que todos dão aos símbolos e brevês e também na participação de cursos.
O assunto merece destaque quando falamos sobre os distintivos de cursos. O brevê é o meio de comunicação mais rápido de identificação, sua importancia é vital para a corporação e principalmente para quem está ulitizando, sem contar no orgulho em carregar no peito determinados brevês de alguns cursos, cito, por exemplo, o curso que é privelegio de poucos a conclusão que é o “operações especiais” ou de “ações e táticas especiais” que duram semanas ou meses.

O profissional de Operações Especiais é um indivíduo tido como referencial, seja no aspecto operacional, disciplinar ou instrucional. Ostentar no uniforme um símbolo contendo uma “Caveira” ou qualquer outro curso, não quer dizer que o profissional será violento, arbitrário com qualquer pessoa. Muito pelo contrario mostra que tal instituição tem profissionais especializados.

Quando você encontra alguém fardado ou uniformizado que utiliza alguns brevês, logo consegue identificar e distiguir o profissional de segurança. Sem contar que no peito ele carrega um pouco da sua história profissional, cada curso realizado, as dificuldades e esforço, os momentos marcantes e até divertidos compartilhados com o turno. Conseguimos identificar o grau de conhecimento e dedicação daquela pessoa.

Entre as corporações o que é necessário e existir um regulamento adequado  sobre a utilização, senão o profissional que sente o orgulho de utilizar inumeros brevês acaba sendo motivo de gozação com seus pares. Deve existir um padrão para utilizar um numero determinado de brevês no peito e distintivos de braços (manicacas)  de especialização, para o profissional ser respeitado entre seus pares o bom senso é fundamental.
 
Siderley Lima, Supervisor da GCM de Jandira,  é consultor de segurança, pós graduando em MBA de Consultoria Empresarial, formado em Gestão de Segurança, Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, colaborador do CONSEG Alphaville. colunista do jornal Viva Cidade, idealizador do blog sobre segurança http://gestorsegurancaempresarial.blogspot.com/; Colunista do site www.dicaseg.com; Membro da ABSEG- Associação Brasileira de Profissionais de Segurança; Palestrante, Proprietário da CS3 Consultoria e Assessoria em Segurança patrimonial; coordenador do curso de formação de instrutor de armamento e tiro. Autor dos Livros “ Manual Básico do Instrutor de Armamento e tiro – Sobrevivência Policial no Confronto Armado – Manual de Segurança Preventiva.